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Ramos-Horta recusa substituir Kofi Annan JOSÉ Ramos-Horta é um dos candidatos à sucessão de Kofi Annan no cargo de secretário-geral das Nações Unidas. Ao EXPRESSO, o ministro dos Negócios Estrangeiros de Timor-Leste declarou todavia taxativamente a sua intenção de não permitir que o seu nome seja sugerido como candidato ao cargo: «Não sou candidato. Estou a apoiar o vice-primeiro-ministro da Tailândia. Estou totalmente devotado à sua candidatura, penso que ele será um óptimo secretário-geral».Kofi Annan termina o seu segundo mandato no próximo ano, e - de acordo com as normas tacitamente aceites desta organização internacional - o seu sucessor deverá vir da área Ásia/Pacífico. Embora admita que muitas pessoas andam a lançar o seu nome, José Ramos-Horta adianta que se alguém o fizer retirá-lo-á publicamente. «É um posto muito exigente para o meu nível de energia actual. É muito duro e ingrato. É de longe muito mais complexo do que Timor. Ajudar Timor foi uma obrigação moral, salvar as Nações Unidas não é minha obrigação moral. A ONU atravessa
uma crise profunda».O que acontecerá se a candidatura tailandesa
não for por diante e o seu nome for apresentado?, é a pergunta
que muitos fazem. «Bem, na política não se deve dizer
nunca». Mas |
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June 2004
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